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Agricultura Peixes

Frigorífico de peixes incrementará produção de tilápias no Paraná

Os peixes serão entregues à Cocari, que assume no frigorífico as etapas de abate e processamento da proteína.

26/04/2021 07h06 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação Fonte: Agencia Estadual de Notícias
Foto: Ari Dias/AEN
Foto: Ari Dias/AEN

O governador Ratinho Junior (PSD) participou da entrega de um novo frigorífico para abate e processamento de peixes em Alvorada do Sul, na região norte do Paraná, na última quinta-feira (22). A expectativa é que o novo frigorífico proporcione a geração de 50 empregos diretos nos primeiros 24 meses de trabalho, número que aumentará para 75 empregos após dois anos. Além disso, a concessão fomenta a produção de pescados, diversifica a cadeia produtiva e incentiva a ampliação da renda familiar rural e o agronegócio.

O projeto foi idealizado pela prefeitura em 2005 e teve obras iniciadas em 2010. Dessa forma, a Unidade de Beneficiamento de Pescados Luís Carlos Bufalo teve investimento foi de R$ 4,2 milhões, sendo R$ 1,3 milhão foram destinados pelo governo federal, R$ 2 milhões da prefeitura e R$ 900 mil do Estado, por meio da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento.

A Cocari (Cooperativa Agropecuária e Industrial), que venceu a concessão de uso da planta por 30 anos, passa a gerenciar o espaço. Com isso, a empresa será responsável pela integração com os produtores e processamento da proteína. Em um projeto de intercooperação, a Cooperativa Central Aurora participará de parte do processo, embalando e comercializando o produto final. A Cocari já iniciou o cadastro de produtores interessados em integrar a iniciativa e deve iniciar a venda dos primeiros produtos no início de 2022.

A planta tem área total de 53 mil metros quadrados, sendo 1,6 mil metros quadrados de área construída. A instalação abarca administrativo e o industrial. O espaço tem capacidade de processamento de cerca de 12 toneladas de peixes por turno. Com três linhas de produção, deverá produzir até 36 toneladas de peixes por dia.

“Qualquer lugar do mundo só vira uma potência quando descobre o que faz de melhor. No Paraná, o que sabemos fazer de melhor é produzir alimentos. Hoje, exportamos comida para centenas de países, mas nosso maior desafio é ir além do grão da soja e do milho, industrializando esses alimentos. O Governo tem a responsabilidade de incentivar a criação de um ambiente que amplia a indústria de transformação. Quando conseguimos construir toda a cadeia produtiva, geramos emprego e produzimos com valor agregado”, explicou Ratinho Junior.

“Esse frigorífico é um exemplo dessa indústria. Vamos industrializar o peixe produzido, dar renda aos produtores, gerar mais empregos e incentivar outras cidades a também buscar sua vocação”, completou ele.

 

“Isso é oportunidade de renda e gente trabalhando na roça, na criação, nos frigoríficos ou na cadeia inteira. Agora, miramos na face Norte do Paraná, com aproveitamento racional das águas do Rio Paranapanema”, acrescentou o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

PRODUÇÃO

Toda a nova instalação será destinada à produção de tilápias, o que ajudará o Paraná a aumentar a liderança nacional nesse segmento. O sistema de cooperativa se inicia com o fomento à produção de peixes por produtores associados, que recebem insumos e ração para criá-los. O manejo pode ser realizado tanto em tanques escavados como em tanques-rede.

Serão integrados à cooperativa entre 60 e 80 tanques de 5 mil metros quadrados de lâmina d’água para abastecimento da produção no primeiro ano da concessão, podendo dobrar o número de associados no ano seguinte. A expectativa é que produtores em um raio de 100 quilômetros da sede da Cocari, em Mandaguari, possam ser beneficiados pelo negócio, atingindo cerca de 50 outros municípios paranaenses. A proximidade com a sede auxilia na logística de entrega de insumos.

Em média, as tilápias levam entre seis a dez meses para chegar ao peso de 1 quilo – estágio em que normalmente são abatidas. Os peixes serão entregues à Cocari, que assume no frigorífico as etapas de abate e processamento da proteína.

“O peixe será descamado, passa ao filetamento e depois será congelado. A temperatura média do frigorífico deve ser entre 14 e 16 °C durante todo o processo”, explicou o engenheiro de pesca Luiz Eduardo Sá Barreto. “Do peixe se aproveita tudo: vísceras, pele, escamas, todos os subprodutos”.

Por fim, uma vez realizados os cortes, a Cooperativa Central Aurora será responsável pela etapa final do processo, referente a embalagem e venda para mercados de todo Brasil.

 

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