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Dengue avança no Paraná

A 12ª Regional de Saúde estima que, pelo menos cinco municípios da região entrem para a lista de cidades em epidemia de dengue, já no próximo boletim, a ser divulgado na quinta-feira (13).

10/02/2020 14h54Atualizado há 8 meses
Por: Administrador
Fonte: Cisa-Amerios
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Cardoso pede união entre cidadãos e poder público para barrar o avanço da doença/Foto: Cisa-Amerios
Cardoso pede união entre cidadãos e poder público para barrar o avanço da doença/Foto: Cisa-Amerios

A doença avança rapidamente no Paraná. Foi registrado um aumento de 35% nos casos confirmados de dengue na última semana, segundo Boletim Epidemiológico divulgado pela SESA. A 12ª Regional de Saúde estima que, pelo menos cinco municípios da região entrem para a lista de cidades em epidemia de dengue, já no próximo boletim, a ser divulgado na quinta-feira (13). 

Presidente do Cisa-Amerios convoca municípios a travarem guerra contra a dengue

“A dengue está se tornando uma epidemia. É necessário travar uma guerra contra esse mosquito e utilizar todas os recursos necessários para barrar o avanço da doença. É um momento para nos unirmos, cidadãos e poder público”, disse o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde – Cisa-Amerios 12ª R.S. e da Associação dos Consórcios Intermunicipais de Saúde do Paraná – Acispar, prefeito de Alto Piquri, Luis Carlos Borges Cardoso, em encontro com prefeitos dos municípios consorciados ao Cisa, na última sexta-feira (7), em Umuarama. 

Alguns municípios da região que estão em situação de alerta podem entrar para a lista de cidades em epidemia de dengue já na próxima semana.
Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado nesta semana pela Sesa, são 14.697 casos confirmados da doença no Paraná, representando um aumento de mais de 35% em comparação ao informativo anterior. Até a semana passada eram 50 municípios em epidemia, entre eles, Douradina aqui na região. Como a doença avança rapidamente, a direção da 12ª Regional de Saúde estima que os números sejam ainda maiores no próximo boletim.

“Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Altonia, Xambrê, Nova Olimpia e Brasilândia, que estão que estão em situação de alerta, podem entrar para lista dos municípios em epidemia já no próximo boletim da SESA”, diz a chefe da 12ª Regional de Saúde, enfermeira Viviane Herreira. 

A incidência de dengue hemorrágica, ou dengue com agravo, também aumentou. Segundo as autoridades de saúde, o vírus está mais forte, promovendo eventos mais graves da doença e aumentando o risco de morte. O mosquito também tem se mostrado cada vez mais resistente aos inseticidas.

Para Viviane, a melhor forma de combate é eliminar os criadouros. “Temos que impedir que ele se reproduza. Só assim conteremos de fato a doença”, disse.
O Governo do Estado do Paraná, através da Casa Civil e da Secretaria de Estado da Saúde criou comitês regionais de combate a dengue, com a participação de todas as secretarias municipais de saúde, secretarias de educação, Detran, Secretaria de Justiça, entre outros, para dar apoio às ações contra a dengue.  

RESPONSABILIDADE DE TODOS

“A doença está se aproximando de nós e são necessárias ações pontuais e o uso de todos os dispositivos legais disponíveis. O mosquito da dengue é um inimigo poderoso que precisa ser combatido com vigor”, destacou o presidente do Cisa-Amerios.
Cardoso reforça o papel do cidadão no combate a dengue. “Nós gestores estamos fazendo a nossa parte, com campanhas de conscientização, mutirões de limpeza, fiscalização dos imóveis, aplicação de inseticida. Porém, a responsabilidade é primordialmente do cidadão. Se a população não se conscientizar, vamos perder essa guerra”, alerta.
 Ter criadouros do mosquito da dengue é crime previsto em Lei, com pena de multa e prisão, conforme o artigo 268 do Código Penal (Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa). Ao final do processo, a pena pode ser detenção de um mês a um ano e multa.

O Ministério Público endossa as medidas punitivas. Diante o aumento no número de casos confirmados de dengue nas últimas semanas e do risco da região de Umuarama enfrentar novamente uma epidemia da doença, o promotor Marcos Antônio de Souza, responsável pela área de Saúde da comarca de Umuarama orienta sobre as medidas legais que podem ser empregadas no combate a dengue. Outras comarcas também estão adotando medidas similares e o combate a dengue ganha o reforço de autoridades, como Guardas Municipais e a Polícia Militar. 
De acordo com a Lei,”a pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro”. A omissão de notificação da doença também é crime e está prevista no mesmo artigo. 
O Ministério Público do Paraná deve ser comunicado quando houver descumprimento da Lei para análise das medidas cabíveis nas esferas cível e criminal. Nos casos de imóveis abandonados ou fechados, sem proprietário conhecido, os profissionais da vigilância sanitária ou os agentes comunitários de saúde deverão realizar o ingresso forçado no local para adoção das medidas sanitárias de prevenção ao vetor da dengue.

MÃO NA MASSA
Cardoso convoca os setores da sociedade, clubes de serviços, igrejas e grupos de voluntários para se unirem ao poder público na batalha contra a dengue. “Tem que haver o enfrentamento. O cidadão não pode ficar de braços cruzados esperando as prefeituras agirem. É preciso por a mão na massa, sair a campo e destruir os criadouros. Estamos conversando com as pessoas nas igrejas, clubes do Rotary e Maçonaria e convocando voluntários. Não podemos ser vencidos por um mosquito”, enfatizou.

CISA LANÇA CAMPANHA DE IMPACTO

O Cisa-Amerios está preparando uma campanha educativa de impacto para alertar a população. “As pessoas precisam ter consciência da gravidade desta doença e da responsabilidade de cada um no seu enfrentamento”, disse Cardoso.
A campanha publicitária de cunho educativo será veiculada nos meios impresso e digital e irá destacar os malefícios da dengue para a saúde, medidas preventivas e alertar sobre as consequências cíveis e criminais para quem não combater o mosquito. 

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