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Corretora de imóveis é presa após vender lote que não existia

A corretora responderá pelo crime de estelionato e após seu interrogatório na delegacia de Ampére ela foi encaminhada para Francisco Beltrão.

21/10/2021 às 15h14
Por: Redação Fonte: Rádio Ampére
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Foto: Divulgação Rádio Ampére
Foto: Divulgação Rádio Ampére
Na tarde de quarta-feira (20) um morador de Ampére procurou a Polícia relatando que havia comprado um terreno no bairro Estação, mas que após buscar informações com o proprietário do loteamento ficou sabendo que o lote não existia. A corretora de imóveis foi presa em flagrante no local em que trabalha, pelo crime de estelionato.
De acordo com a delegada Tais Melo, a mulher vinha sendo investigada há algum tempo, pois já haviam indícios de irregularidades cometidas por ela em outras negociações. Nesse último caso o denunciante informou que no dia 30 de setembro assinou contrato de compra do terreno, mas que o mesmo demorou a ser entregue a ele.
“A vítima inclusive pagou R$ 500 no dia em que fez a aquisição e na data desta quarta-feira pagou mais R$ 1.500 mil, sendo que depois fez o boletim na delegacia. Nossa equipe foi até o escritório da corretora e fez a prisão,” relata a delegada.
Em depoimento, a mulher que não teve o nome divulgado, confirmou, de acordo com a Polícia Civil, que havia atendido o homem e para autoridade policial apresentou documentos falsos em relação ao negócio.
A delegada informou que a profissional detinha o registro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (CRECI-PR) e estava apta a atuar no setor. Porém, agora a instituição será comunicada pela polícia sobre a conduta da credenciada.
A Polícia Civil segue investigando o caso. Existem, segundo Dra Tais Melo, indícios de mais pessoas envolvidas no esquema. “Suspeitamos que ela não agia sozinha. Já temos seis vítimas que ela acabou lesando e por isso pedimos que as pessoas que fizeram negócio com essa corretora nos procurem na delegacia.”
MAIS CASOS
A delegada cita como era a ação da corretora no mercado imobiliário. Uma das formas era vender lotes que não existiam. Nesse tipo de caso ela forjava as informações do contrato e até levava o comprador para ver o suposto lote. Em outras ela publicava em redes sociais lotes que não pertenciam a ela ou quando fazia a venda para terceiros ela não repassava o dinheiro da transação para o dono do imóvel.
A corretora responderá pelo crime de estelionato e após seu interrogatório na delegacia de Ampére ela foi encaminhada para Francisco Beltrão.
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