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BRASIL Abandono de posto

Tenente da PM é presa no Ceará por abandono de posto ao lavar farda suja por menstruação

Oficial foi pega à paisana saindo do seu alojamento para pegar seu almoço. Em audiência de custódia, no dia seguinte ao da prisão, ela foi solta.

18/11/2021 às 16h45 Atualizada em 18/11/2021 às 16h51
Por: Redação Fonte: g1 CE
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Tenente atuava no Batalhão de Polícia Turística do Ceará — Foto: SSPDS/Divulgação
Tenente atuava no Batalhão de Polícia Turística do Ceará — Foto: SSPDS/Divulgação

Uma tenente da Polícia Militar do Ceará foi presa, em 28 de outubro, por abandono de posto após tirar seu fardamento, que estava manchado por causa de menstruação, para lavar. Ela saiu à paisana do alojamento feminino do quartel em que estava para buscar seu almoço e foi questionada pelo superior, um tenente-coronel, por estar sem farda.

A tenente, que terá sua identidade preservada, foi levada pelo próprio superior à Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar de Fortaleza e presa no mesmo dia. Em audiência de custódia, no dia seguinte, ela foi solta.

Em nota, a Polícia Militar informou que o superior da tenente afirmou que "a policial foi flagrada saindo do quartel, sem uniforme e sem autorização superior, no horário em que deveria estar de serviço". Segundo a corporação, ela afirmou que iria almoçar. A PM ainda disse que "não procede informação de que a mesma estaria lavando o fardamento, na ocasião".

O g1 teve acesso ao processo da prisão em flagrante da tenente. Segundo os autos, a militar afirmou em depoimento que o fardamento sujou em função do seu período menstrual.

"Perguntada de que forma e qual a extensão do problema da sua farda molhada, [a tenente] respondeu que foi ao banheiro e acabou molhando sua farda por lá e que está passando um período que toda mulher passa, e a farda sujou em razão disso", consta no termo de interrogatório da militar.

Tenente não usou farda depois

No depoimento, a tenente afirmou que o tenente-coronel não permitiu que ela utilizasse novamente o fardamento. A mulher também não conseguiu almoçar, pois o superior pediu para que ela fosse ao seu encontro, momento em que foi dada a voz de prisão.

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A PM ressaltou, em nota, que "o policial militar, quando de serviço, tem que passar todo o turno de trabalho uniformizado e se tiver um caso fortuito, deve informar de imediato ao seu superior hierárquico, o que não teria sido feito pela policial militar no referido caso".

A tenente estava trabalhando na supervisão do Batalhão de Polícia Turística (BPTUR) neste dia e liberou a sua equipe para o horário do almoço. Segundo consta no processo, eles deixaram a militar no quartel e saíram para almoçar.

Questionada pelo g1, a defesa da tenente, representada pelo advogado Oswaldo Cardoso, afirmou que não irá se pronunciar sobre o assunto nesse momento.

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