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SAÚDE Vacina Covid-19

CoronaVac: reforço aumenta mais de 12 vezes os anticorpos de quem tomou duas doses, diz estudo

Estudo foi realizado no Chile, com 129 voluntários. Na terça-feira (16), o Ministério da Saúde indicou que vai adotar dose de reforço com outros imunizantes para as pessoas com mais de 18 anos.

19/11/2021 às 16h25
Por: Redação Fonte: G1
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CoronaVac faz parte do Programa Nacional de Imunizações — Foto: Christiano Antonucci - Secom-MT
CoronaVac faz parte do Programa Nacional de Imunizações — Foto: Christiano Antonucci - Secom-MT

Um novo estudo conduzido por um grupo de pesquisadores chilenos, americanos e chineses apontou que uma dose de reforço da CoronaVac aumenta em mais de 12 vezes o nível de anticorpos de quem completou o esquema vacinal com o imunizante há pelo menos cinco meses. A pesquisa foi publicada na plataforma de pré-prints medRxiv e ainda não foi revisada por outros cientistas.

O estudo foi realizado no Chile com 129 voluntários que receberam a primeira dose da CoronaVac de janeiro a março de 2021, e a segunda injeção com um intervalo de 28 dias. Cinco meses depois, os voluntários tomaram o reforço. A capacidade de neutralização de anticorpos foi avaliada em 77 pessoas.

"Como os anticorpos neutralizantes se correlacionam com a proteção contra a infecção por SARS-CoV-2, esses resultados provavelmente implicam em um melhor resultado e proteção contra a doença", dizem os pesquisadores.

Dose de reforço no Brasil

Na terça-feira (16), o Ministério da Saúde informou que todos os adultos com mais de 18 anos vão receber uma dose de reforço de vacina contra a Covid-19.

A dose de reforço para quem tomou Pfizer, CoronaVac e AstraZeneca estará disponível cinco meses após a pessoa ter completado o esquema vacinal. "Acima de cinco meses da segunda dose, independentemente da idade, já se pode buscar a sala de imunização", disse Marcelo Queiroga.

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Já para quem tomou a vacina da Janssen, a recomendação é um pouco diferente. Antes da dose de reforço, essas pessoas irão tomar uma "segunda dose" do imunizante.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina a ser utilizada na dose adicional “deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (a Pfizer) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca), independente do esquema vacinal primário”.

Veja os números do estudo

  • Os 129 voluntários receberam as duas doses da CoronaVac em um intervalo de quatro semanas (28 dias). A dose de reforço foi aplicada cinco meses após a segunda dose.
  • A capacidade de neutralização de anticorpos foi avaliada em 77 pessoas.
  • O nível de anticorpos aumentou mais de 12 vezes em comparação com a resposta em cinco meses após a segunda dose.
  • Em adultos entre 18 e 59 anos de idade, a capacidade de neutralização dos anticorpos circulantes atingiu seu máximo quatro semanas após a dose de reforço, aumentando mais de 18 vezes em comparação com os níveis registrados cinco meses após a segunda dose.
  • Entre maiores de 60 anos, que correspondiam a 53,2% dos voluntários, os pesquisadores observaram que após a dose de reforço houve um aumento de mais de nove vezes na capacidade neutralizante em relação à resposta observada cinco meses após a segunda dose.
  • O estudo apresenta algumas limitações, como o tamanho reduzido de amostras para o ensaio.
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