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POLÍCIA Investigação

Polícia Civil prende Dvani de Souza, acusado de ter assassinado sua ex-esposa em Perobal

O suspeito forjou a cena do crime para parecer um suicídio.

29/11/2021 às 18h27 Atualizada em 29/11/2021 às 18h35
Por: Redação Fonte: Umuarama News
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Imagem: Reprodução Umuarama News
Imagem: Reprodução Umuarama News
A Polícia Civil de Umuarama, em trabalho conjunto com a Polícia Civil do Piauí, município de Oeiras/PI, cumpriram, nesta segunda-feira, dia 29/11/2021, o mandado de prisão temporária em desfavor de Dvani de Souza Duarte (39 anos), suspeito de ter causado a morte da sua companheira, Maria Mônica Cajueiro.
A morte ocorreu no dia 13 de setembro de 2021, no município de Perobal-PR. Inicialmente, o caso foi apresentado à Polícia Civil como um possível suicídio. Contudo, evidências encontradas no local da morte por investigadores da Polícia Civil revelaram que o caso poderia ser criminoso. As marcas deixadas no pescoço da vítima indicavam que ela poderia ter sofrido uma agressão diferente daquela que a cena do crime aparentava.
Diante disso, as investigações foram conduzidas levando-se em conta essa possibilidade. Foram ouvidos familiares e pessoas próximas tanto da vítima como do autor dos fatos. Os depoimentos revelaram que autor e vítima possuíam um relacionamento conturbado. Segundo apurado, o suspeito e a vítima mantinham um relacionamento extraconjugal há seis anos e apenas recentemente o suspeito assumiu o seu relacionamento com Maria Mônica, deixando a ex-esposa e filhos. Apurou-se que haviam inúmeros conflitos entre a vítima e a família do suspeito.
Uma das testemunhas ouvidas na delegacia narrou que o suspeito confirmou a prática do crime em uma conversa logo após a morte da vítima.
De posse desses indícios, a Polícia Civil de Umuarama representou pela prisão temporária do suspeito, o que foi deferido pela Justiça. O mandado de prisão foi expedido no dia 27/10/2021 e desde então a Polícia Civil do Paraná e a Polícia Civil do Piauí realizam investigações para localização do suspeito.
Nesse período, algumas residências foram diligenciadas na cidade de Oeiras/PI, mas o suspeito não foi encontrado. Enfim, hoje, o suspeito se apresentou na delegacia de polícia do município de Oeiras/PI para apresentar sua versão, momento em que foi dado cumprimento ao mandado de prisão.
Ele foi interrogado pelo sistema de videoconferência e negou a prática do crime, afirmando que Maria Mônica praticou suicídio. Disse que Maria Mônica ameaçava matar sua filha e ex-esposa caso ele não assumisse o relacionamento com ela. Maria Mônica chegou a jogar o seu veículo contra o veículo de Dvani de Souza Duarte (39 anos) enquanto ele estava com sua filha no interior do carro.
Esses fatos ocorreram no município de Perobal, no dia 21/12/2020, e foram registrado em boletim de ocorrência. O suspeito reafirmou a todo instante que não praticou o crime e, inclusive, tentou reanimar Maria Mônica, pois ele já havia trabalhado no SAMU por oito anos e tinha conhecimento de algumas técnicas de ressuscitação.
Ele disse que fugiu do município de Perobal porque foi ameaçado pela família da vítima. Que os familiares dela chegaram a invadir sua casa e retirar sua roupa a procura de marcas de uma possível briga com Maria Mônica instante antes da morte. Afirmaram que iram matá-lo na rua ou, caso fosse preso, pediriam a uma facção criminosa que o matassem dentro da cadeia.
A Polícia Civil esclarece que os primeiros laudos periciais elaborados pelo IML e pela Criminalística apontam que o estado em que a vítima foi encontrada no local de morte é compatível com a cena de SUICÍDIO. Diante disso, o delegado de polícia que conduz o caso requisitou um laudo pericial complementar, o qual já foi concluído e também aponta que as lesões encontradas na vítima são compatíveis com SUICÍDIO. O laudo complementar foi assinado em conjunto por dois peritos, do IML e Criminalística.
Esclareça-se, ainda, que a prisão cautelar do suspeito foi requerida em razão da sua fuga do município de Perobal, já que essa conduta prejudicou o andamento das investigações e o completo esclarecimento dos fatos. A Polícia Civil esclarece que na fase investigativa não há formação de culpa do suspeito, em especial porque os laudos periciais apontam compatibilidade com a cena de SUICÍDIO.
O suspeito segue preso à disposição da Justiça no Estado do Piauí pelo prazo de 30 (dias), podendo sua prisão ser renovada ou convertida em preventiva caso seja necessário para a continuidade das investigações.
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