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Psicóloga Fátima Volpato: Pessoas tóxicas e abusivas

Será que você se encaixa aí? Como saber se você convive com alguém assim?

19/02/2022 às 15h32 Atualizada em 22/02/2022 às 11h49
Por: Redação Fonte: Psicóloga Fátima Volpato
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Imagem: Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal
Hoje está em alta falar de pessoas tóxicas e abusivas. Mas o que são mesmo pessoas tóxicas e abusivas?
Não aquelas personalidades patológicas que, estando em um relacionamento, provocam estragos constantes. E isso acontece em qualquer relacionamento. Pessoas tóxicas não conseguem manter vínculos duradouros, quer de amizade, no trabalho ou afetivo por muito tempo.
Às vezes convivemos com pessoas assim por tanto tempo e estamos tão ligados a elas, seja porque nascemos nessa casa, nos casamos com alguém assim ou trabalhamos juntos, que começamos a acreditar que esse modo de convivência é normal (mas não é).
Passa a ser normal levar uma vida sem paz, perturbada, conflituosa, pois pessoas tóxicas provocam na família, no trabalho, na vida a dois uma constante turbulência e luta. Não conseguem viver em paz! Provocam confusão contínua e explosão de humor constante. Desestabilizam a vítima emocionalmente, criando insegurança, baixa autoestima e medo de ser abandonada pelo abusador. A vítima acredita que merece ser tratada daquela forma. Estamos aqui diante das origens da Síndrome do Impostor que falamos no artigo anterior, lembram-se?
Pessoas abusivas nunca são culpadas ou responsáveis por nada e, para piorar, sempre culpam, responsabilizam e acusam os outros. Não conseguem viver em paz e trazem à tona o que há de pior em si, contaminando todos a sua volta. Pessoas tóxicas vivem um estado permanente de agressão e jogam nos outros toda sua falta de organização.
SINAIS DE PERSONALIDADE TÓXICA (como identificar)
-Pessoas pessimistas: nada está bom, sempre colocam defeito nas coisas e nos outros;
- Reclamam o tempo todo;
- Te colocam para baixo;
-Agressividade verbal e ou física;
-Ciúmes, possessiva, manipulação, desequilíbrio emocional, tendência a influenciar negativamente as pessoas ao seu redor.
- Eternas vítimas, controladoras, sabem de tudo, tem opinião sobre tudo. Não escuta os demais, acredita ser capaz de fazer qualquer coisa e da melhor maneira possível. Quem convive com pessoas assim nunca terá voz ou vontade própria.
- Invejosas, mentirosas, gananciosas e julgadoras.
-Provocam no outro o sentimento de exclusão;
-Distorcem a verdade;
-Fazem com que a vítima se desculpe por coisas e comportamentos que não cometeu;
-Colocam a vítima como se ela fosse a louca, desequilibrada, descontrolada e problemática da história a fim de justificar suas atitudes, “Mas também você...” ‘Se você não tivesse...”.
COMO LIDAR COM PESSOAS ASSIM?
Esta talvez seja uma das partes mais difícil de resolver.
Se estivermos convivendo com pessoas toxicas no trabalho, isto é, um relacionamento que não envolve intimidade diária e que o sujeito não esteja envolvido emocionalmente, fica mais fácil lidar: colocamos limites, não respondemos no mesmo tom e, em último caso, afastamo-nos totalmente da pessoa sem nossa consciência pesar.
Mas e quando a pessoa tóxica é o(a) companheiro(a)/marido/esposa? E se existem filhos? Ou mesmo se se trata de um pai ou uma mãe? É possível afastar-se completamente como orienta os manuais?
E a resposta é não é tão fácil assim!
Se você conhece um amigo, um colega, um familiar que convive com uma pessoa tóxica, se coloque no lugar do outro (da vítima), tenha empatia e pense como é conviver com pessoas assim, a fim de esboçar uma ajuda de defesa desses ataques tão destrutivos.
Se você é a vítima desse relacionamento conjugal abusivo, procure ajuda com pessoas e instituições em quem confia. Um amigo, uma igreja, um órgão público voltado para saúde mental, um psicólogo etc. E para que fazer isso? Para te auxiliar a reconhecer a situação de abuso e desenvolver defesas internas para os ataques do abusador. Com isso, você poderá usar todo seu potencial criativo para construir estratégias de enfrentamento da situação.
Mas e se a vítima é uma criança em que as pessoas tóxicas são seus pais? Não dá para divorciar dos pais. Pais serão sempre pais. E crianças são ainda mais frágeis e dependentes. Precisam dos pais. Se identificam com os pais. Reproduzem o comportamento dos pais.
São nessas situações que a ajuda da comunidade é essencial. Adultos que convivem com essa criança podem ajuda-la. Por exemplo, um professor, um catequista, um tio/tia/avô/avó, um vizinho próximo etc. Esses adultos próximos podem conversar com os pais e sugerir que a criança seja encaminhada a um psicólogo, que irá auxiliá-la a construir uma personalidade saudável.

* Fátima Volpato Viaro, natural de Alto Piquiri. Psicóloga com CRP 08/08946. Trabalhou na Secretaria de Educação de 2003 a 2014. Atualmente atende em consultório particular. Formação permanente em Psicoterapia Psicanalítica. Especialista em Psicologia Hospitalar, Psicologia Clinica e Coach.

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Sobre Fátima Volpato Viaro, natural de Alto Piquiri. Psicóloga com o CRP 08/08946 . Trabalhou na Secretaria de Educação de 2003 a 2014. Atualmente atende em consultório particular. Formação permanente em Psicoterapia Psicanalítica. Especialista em Psicologia Hospitalar, Psicologia Clinica e Coach.
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