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POLÍCIA Agressão

Jornalista é agredida com soco inglês e torturada pelo namorado

Ana Luiza Dias contou à polícia ter sido agredida, torturada e mantida em cárcere privado durante 3 dias por Fred Henrique Moreira Lima; ele foi preso.

06/05/2022 às 12h52 Atualizada em 06/05/2022 às 12h58
Por: Redação Fonte: RJ1
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"Se continuasse lá, iria morrer", afirmou Ana Luiza. — Foto: Reprodução/TV Globo

A jornalista Ana Luiza Dias — que foi agredida e mantida em cárcere privado pelo namorado por três dias — contou que teve de descer nove andares de escada e pedir ajuda a uma pessoa do prédio onde estava em Copacabana para conseguir escapar das agressões.

“Eu desci nove andares de escada, não sei como. A gente às vezes dá um start na nossa vida que a gente não pode perder tempo. Me deu aquele ‘é agora ou vou morrer'”, afirmou.

Exames constataram que Ana Luiza sofreu um traumatismo craniano e fratura na mandíbula. A mulher ficou internada até esta quarta-feira (4).

O agressor, segundo denúncia feita à polícia, é o namorado da vítima, Fred Henrique Lima Moreira, preso nesta quinta-feira (5) e deve responder por tentativa de feminicídio, estupro, cárcere privado e tortura.

Essa não é a primeira passagem de Fred Henrique pela polícia. Segundo os investigadores, o homem tem ficha criminal por violência domésticatráfico de drogasporte ilegal de arma de fogo e ameaça.

No apartamento onde ele estava, policiais da 12.ª DP (Copacabana) encontraram um bastão retrátil, um soco-inglês e uma réplica de pistola. O suspeito permaneceu calado durante depoimento, segundo a polícia.

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“Foram apreendidos, no imóvel, os instrumentos do crime, ou seja, um cassetete, um soco-inglês, e também existia na sua residência uma réplica de arma de fogo usada como forma intimidativa para a vítima”, disse a delegada responsável pelo caso, Natacha Oliveira.

Delegada cita ‘tortura psicológica’

Na porta da delegacia, a vítima lembrou-se do que a levou a denunciar o namorado.

“Eu ia morrer. Poderia ter infecionado minha mandíbula. A fratura poderia ter pego a veia. Se eu continuasse lá, iria morrer. A mulher deve ser respeitada, amada, cuidada”, afirmou Ana Luiza.

“Se eu continuasse lá, iria morrer”, diz Ana Luiza, vítima de agressão

A delegada descreveu como o caso chegou à polícia:

“Na sexta-feira [29 de abril], a Ana compareceu à delegacia com muitos sinais evidentes de lesões corporais, principalmente na região da face. Ela informou que, durante esses três dias, o Fred a manteve em cárcere privado e a espancou várias vezes. Além da agressão física, ela também foi submetida a tortura psicológica”.

A vítima afirmou: “Foi ciúme, misturado com loucura. Ele cria histórias na cabeça dele. Falou que tinha clonado meu celular, inventou um motivo e partiu para cima de mim – está aqui o resultado. Estou com uma mandíbula de titânio, estou torta”.

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