
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Kriptonita, voltada a desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de furtar caminhonetes de luxo, principalmente Toyota Hilux, e encaminhar os veículos para a fronteira com o Paraguai.
A ação é coordenada pelo Setor de Crimes Patrimoniais do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, com atuação integrada da Polícia Militar do Paraná e da Força Nacional de Segurança Pública.
Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva, dois mandados de apreensão e internação provisória de adolescentes e 11 mandados de busca e apreensão domiciliar.

As ordens judiciais são executadas simultaneamente em Umuarama, Alto Piquiri, Guaíra e Perobal.
Conforme a PCPR, as investigações identificaram que a organização seria comandada a partir de Umuarama por um homem conhecido pelo apelido de “Forte”. Segundo a polícia, ele possui antecedentes criminais e tem um mandado de prisão em aberto expedido por uma vara de execução penal do Rio de Janeiro, relacionado a uma condenação por tráfico de drogas.
A investigação também atribui ao suspeito a liderança de uma fuga violenta da cadeia pública de Assis Chateaubriand, em 2025. Na ocasião, agentes penitenciários teriam sido rendidos e mantidos como reféns, enquanto os fugitivos deixaram a unidade com viaturas do sistema prisional e armamentos roubados.
Segundo os investigadores, o grupo mantinha uma divisão de tarefas e recrutava suspeitos vindos de Joinville, em Santa Catarina. As despesas com deslocamento, combustível e aluguel de imóveis utilizados como bases operacionais no Paraná seriam custeadas pelo líder.
De acordo com a Polícia Civil, adolescentes também eram aliciados para participar do esquema. Eles atuariam na identificação e seleção de vítimas, prática descrita pela investigação como “roletagem”, além de conduzir as caminhonetes furtadas em alta velocidade pelas rodovias estaduais e federais.
Os veículos seriam levados até a região de fronteira para posterior receptação no Paraguai.
A polícia também aponta que o líder promovia confraternizações e churrascos em chácaras de lazer alugadas na região para comemorar os furtos e incentivar os integrantes da organização.
Os mandados de busca têm como objetivo localizar e apreender equipamentos eletrônicos para programação de chaves automotivas, incluindo scanners da marca Autel, módulos de ignição do tipo bypass, ferramentas utilizadas para arrombamentos, placas clonadas, armas de fogo, dinheiro e dispositivos eletrônicos.
A investigação apura suspeitas de organização criminosa armada e transnacional, furto qualificado, fraude eletrônica, transporte de veículos para outros estados ou para o exterior, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.
As diligências estavam em andamento no momento da divulgação do comunicado. Segundo a PCPR, informações consolidadas sobre o cumprimento dos mandados e eventuais apreensões seriam divulgadas posteriormente pela autoridade policial.
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